Publicado em vida

Flor.esta

Deambulavas, de dedo mindinho entrelaçado, com a elegante tromba do elefante. Leio-te,.. soletras gestos meigos. vestes um sorriso largo, estás feliz. Num certo compasso de espera entre danças rocei a minha na tua mão, ali naquele instante, passou-me tudo pela cabeça.

O elefante de tromba baixa, ocupa o dobro do espaço previsto, permaneces na sombra verde do seu olhar discreto. Semicerro o pensamento. Abro a linha transparente que sobressai da cumplicidade entre o espaço que ele ocupa e o que me é desejável. Percorri-te o volume, com o olhar da razão, esbocei o percurso, Deixo-me ir andando, entrego ao caminho.

Olhamo-nos de frente, verbalizei o argumento, lancei o barro à parede. O primeiro tijolo ficou a bailar no pensamento, mesmo a meio, entre um não beijo e o ensejo de o roubar. A razão pede calma, a emoção concretiza. O desejo recebe o prémio prometido. É recíproco. Antes de ser já era.

Atravessei na passadeira como se teclado fosse, tal Chaplin de bengala e chapéu numa melodia muda em banda desenhada. Preto no branco apressei-me a justificar a narrativa mesmo a tempo do ponto final.

Já do outro lado da rua na minha visão periférica pareceu-me um ponto verde. Em passant Rodei, qual peão num só pé no tabuleiro chaturanga de calcário macio já com poucas peças, determinada a chegar à última casa do adversário, dou um salto a cavalo é a minha alternativa. Feliz pelo feito substituo o peão pela dama qual flor

Para a ter confortável preciso fazer check ao elefante num compasso Roque. Mas como, antes ou depois grande ou pequeno?!…. perante a escolha da estratégia chamei-te minha rainha muito antes da coroa aceitares, anuíste ao chamado elevaste a fasquia. Assumis-te o comando, todas as peças se curvam perante a determinação do trilho Acertei o passo, olhei de soslaio como quem conhece a trajetória, esbocei um sorriso, reconheci o sabor a salgado da vitória. A.final são quatro grandes pontos verdes, verde de bem me queres, em menos de nada, andando, só e apenas para aliviar o peso, sem marcar passo, nasceu entre as pedras de granito da calçada portuguesa uma flor.esta.

És a minha rainha feita flor, trevo de quatro estações coloridas de bem te quero  

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Publicado em vida

Desenho

Traço a traço, delineei o contorno singular de teus lábios. Re.paro na simetria carregada a grafite, não faz jus ao meu modelo, passo o dedo indicador na língua, é o líquido mais rápido que tenho à mão e corrijo com urgência a saliência ímpar de teu lábio inferior.

Não resisto toca-la demoradamente.

Fecho os olhos.

Quero saber de cor, a textura, a forma, a robustez do apetite voraz que me consome.

Encerro o traço curvo e luminoso de teu sorriso. Não te resisto. Provo a cor do teu calor rubro. Sei-Te de cor, a preto e branco, linha a linha, desenho o caminho que quero, demoradamente tranquilo e vibrante tal e qual o sabor turquesa de teu riso, perfumado de futuro.

…..O Meu Amor tateado em ti.

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Alquimia

Absorvo os último(s) raio(s) de sol na certeza que amanhã nesta mesma face outro(s) me adoçarão. Segundo a segundo agradeço todos os que bronzearam a pele já morena de condição. o último raio é sempre o melhor, reforça a memória, liberta das amarras quentes e dourada dos dias vívidos.

Cada raio de sol Desventra a madrugada do futuro. Rasga o luar de transparências sobe o manto rosado em aromas de esperança.

É de azul veludo este futuro de água lavada, dás rumo à fragata que escolhi

Se houver alguém que não goste

Não gaste, deixe ficar

Que eu só por mim quero te tanto

Que não vai haver menina para sobrar

……..

Menina em teu peito sinto o tejo

E vontades marinheiras de aproar

Menina em teus lábios sinto fontes

De água doce que corre sem parar

Menina em teus olhos vejo espelhos

E em teus cabelos nuvens de encantar

E em teu corpo inteiro sinto feno

Rijo e tenro que nem sei explicar

Se houver alguém que não goste

Não gaste, deixe ficar

Que eu só por mim quero te tanto

Que não vai haver menina para sobrar

Aprendi nos ‘esteiros’ com soeiro

E aprendi na ‘fanga’ com redol

Tenho no rio grande o mundo inteiro

E sinto o mundo inteiro no teu colo

Aprendi a amar a madrugada

Que desponta em mim quando sorris

És um rio cheio de água lavada

E dás rumo à fragata que escolhi

Se houver alguém que não goste

Não gaste, deixe ficar

Que eu só por mim quero te tanto

Que não vai haver menina para sobrar

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Raio de Sol

Chegou o Raio de Sol, de todos os que me aqueceram e embalaram, com todos eles estive de mãos dadas até aqui.

Agora, mão na mão, passo a passo, dia a dia estou e estarei de mãos dadas contigo do nascer do dia ao amanhecer, serás o meu raio de sol. Ah…Aquele Raio de Sol,…., .

Eu sei e saberei sempre, não digas, sentindo, a cor que veste o teu olhar saberei. Deixa-me só olhar por dentro do teu olhar. Saberei o que dizes ao silêncio Deixa-me Ser tudo ou nada

Deixa-me olhar

Por dentro do teu olhar, e abrir de par em par Nossa janela ao destino

E quando entrar Sempre em cada momento

Vão ouvir a voz do vento, Partiremos sem pensar

Nesse lugar Seja lá onde for Vou fazer do nosso amor Mil versos p’ra te cantar

Quero viver Por dentro dos teus sentidos Mesmo em sonhos proibidos Descobrir a realidade

Ser tudo ou nada Mas sempre contigo ao lado

Porque me dás este fado De viver a felicidade

Podes utilizar todas as letras do alfabeto de todos os alfa.betos soletrar sussurrar em alfa e em beta com consoantes e vogais só com umas ou com outras, com espaços traços e pontos e travessões. Que o com.passo da letra do tempo e do espaço sou eu que leio, no sentir do sentido do que já passou e do que virá. Com sentido e em sentido único, vou estar à altura de saber. É que há pôr do sol no meu pensamento e esse é o meu raio de sol o que me entregas de mão beijada. Rasgas o sentir em múltiplos arco íris, sou de todas as cores raiz da razão, berço em que me embalo.

Todos os dias são azuis e perfumados

Talvez não saibas

Mas dormes nos meus dedos

Não digas…

Deixa-me só, olhar por dentro do teu olhar.

Não digas.

Colo os meus dedos aos teus lábios.

Sei de ti o que é preciso para transformar por fim num claro riso toda a cor que sei de cor do teu olhar. Meu Raio de Sol

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Sabor a rabanadas

O paladar tem que se lhe diga. São vários sabores que se atravessam no nosso palato.

Uns repousam e embalam as pupilas gustativas acarinham e dilatam o apetite por mais.

Doce, amargo, ácido e salgado os mais comumente reconhecidos, mas o mais precioso e menos vulgar é o umami que tem a particularidade de abraçar as terminações nervosas e livres da língua.

É que A língua também possui terminações nervosas livres que, quando em contato com substâncias como a capsaicina, percebem os compostos químicos. Ao conjunto das sensações de gosto e aroma dá-se o nome de sabor. É por isso que, quando estamos resfriados, a comida nos parece sem sabor, embora o seu paladar continue presente. As substâncias do gosto se ligam (aminoácidos e adoçantes) ou penetram (íon hidrogênio e íon sódio) na célula sensorial desencadeando um processo que resulta na liberação de neurotransmissores. Os padrões de sinais gerados e transmitidos até o cérebro a partir da liberação desses neurotransmissores permitem a identificação do tipo de gosto.

Eu pessoalmente gosto não desgosto do sabor ímpar e requintado do umami, gosto saboroso e agradável.

Gulosa me confesso, sofro de gula na sofreguidão do gosto ímpar do meio salgado, meio doce, meio ácido…. é um crescente no apetite de fazer crescer água na boca, sem cessar até saciar a vontade por mais. Permaneço em loop neste apetite voraz. Aí eu sou dona de tudo, o todo é só meu, é que no meu palato mando eu.

Assim se passa e passará mesmo resfriada. É que a memória do paladar permanece mesmo quando não está presente a degustação. O prazer é todo meu, mesmo na ausência do gosto, todos os meus neurotramissores se ligam e a sensação do prazer penetra na célula sensorial. Paro vejo, olho e re.paro. É desejo redobrado o que sinto por Rabanadas secas ou molhadas.

As todos desejo bom natal com mil rabanadas, com saúde e rabanadas, sexo e palmadas…

GOSTO NÃO DESGOSTO. Com muito SABOR A umami para todos os paladares um gostoso natal.

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5 Estrelas

Na história do universo existem segundos incontáveis. A istoria dos muitos micro universos que somos escreve-se a cada a segundo no calendário dos homens.

Como o nascer do sol, desde a luz tímida e sinuosa, gota a gota nos acrescenta mais aos contornos foscos e difusos, cada segundo se torna cada vez mais nítido o manto das veias da cidade que vamos construindo com o olhar, Da alvorada, luz raiada, quase fria, ao seu rubro esplendor. Alterando o cenário da cidade que se deita na curva elástica do movimento, a cada instante. Todos os dias, a todos os minutos sempre a somar a um projeto maior.

Há duas formas de ser maior: ou arrasar com tudo à nossa volta, e tijolo que sejamos seremos sós e só isso, ou sendo tijolo acópulamos a esse e a todos os outros que dia a dia amassarmos. Construindo passo a passo, andar a andar, patamar a patamar, um arranha céus. Fazendo frente à estrela das estrelas. Até sermos a sombra que repousa sobre os que ao nosso lado se constroem, sombras que se abraçam e seduzem sem pudor.

O perímetro vai alargando, raio a a raio, até que a mãe lua chegue, no final dos dias contados. Aí, só aí seremos mais uma estrela no céu que outros vislumbram do alto seu arranha céus. apontaram e contaram por certo a nossa história. pertencemos ao universo dos macro cosmos. Num propósito amplificado de saber e virtualmente num crescente intemporal seremos constelação

Há um universo que se chama coração, umas vezes bate outra não. Permito-me a cada batida a cada impulso de seiva, respeitar a sua natureza, até ao fim das sua resistência, até quem sabe um dia ser estrela cadente.

Do alto do meu arranha céus, um feliz natal a todas as Estrelas.

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Meta. Mor. Fos(s)e

1. Aparências não importam

Sou fiel à minha metamorfose formiga, barata ou escaravelho, mesmo que a minha família me repudie. A minha, a verdadeira essência não muda. Tudo encaixa. As aparências não importam tanto quanto os seus valores. Serei sempre fiel às minhas crenças e não tenho vergonha de quem sou.

2. Aceito as mudanças

Poderia ser colibri, mas sou formiga, barata ou escaravelho aceito a metamorfose pela qual passei pois o tempo assim o ditou. Estou preparada para as mudanças que possam acontecer na minha vida. Aprendi a ACEITAR e a lidar com as novas situações que elas trazem.

3. Faço e sou o que amo

Serei formiga, barata ou escaravelho mesmo para garantir que tudo em minha vida me faz um inseto Melhor. Busco SEMPRE em todas a metamorfoses algo que possa garantir a minha/tua felicidade.

Baseado em: metamorfose by Kafka

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NaMoral

Cada ser é um mistério. Nesse mistério reside a grandeza de se SER mais. Não apenas mais um, mas sim aquele que chega. Atrevo-me a dizer todos somos muitos mas apenas um faz a diferença.

O deserto é composto por inúmeros e incontáveis grãos de areia, poderá numa observação menos atenta parecer que mais ou menos um, pouca diferença faz. Contudo bastará que apenas um grão se desloque para que muitos outros resvalem. E aí, a duna, muda de figura.

Cada na[ser] tem o brilho próprio e único. Cada um faz diferença na vida de todos os outros SERES.

Quem ainda não teve a experiência de perder o rumo, entenda-se o sentido da vida, ao despedir-se de um entre querido. Por ser ele, aquele, que dava maior sentido à sua existência, neste plano terreno.

Cada ser é único, alimenta e abrilhanta o mistério da vida.

A ti CLARA SEMENTE DO BEM.

Na.moral, da estória a vida é um milagre. O melhor esta para SER assim como a casca está para a NOZ. Somos UM TODO de UM TODO MAIOR.

NAMORAL