Publicado em vida

Desti.lar

Demoli. Dor
Foi sem mais nem menos

Que um dia selei a 125 azul

Foi sem mais nem menos

Que me deu para abalar sem destino nenhum

Foi sem graça nem pensando na desgraça

Que eu entrei pelo calor

Sem pendura que a vida já me foi dura

P’ra insistir na companhia

O tempo não me diz nada

Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada

A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa

Não partiu para parte incerta

Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar

Sem paredes, sem ter portas nem janelas

Nem muros para derrubar

Talvez um dia me encontre

Assim talvez me encontre

Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar

De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar

Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio

E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu

Talvez um dia me encontre

Assim talvez me encontre

Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar

Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar

Será que existe em mim um passaporte para sonhar

E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar

Foi sem mais nem menos

Que um dia selou a 125 azul

Foi sem mais nem menos

Que partiu sem destino nenhum

Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer

Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer

Mas Deus leva os que ama

Só Deus tem os que mais ama

Publicado em vida

Al.cool

Endiabrado o sol veste o traje da manhã

Embriagada a lua despe a toga na aurora

Boreal estoira em mil cores

Al. Ti. Va confessa demanda de odores intensamente subtis

Ardil de luz apresiona os olhares fotogenicos  

Bebedeira sideral 

Arco íris multidimecional inebriado de anil

Cativeiro de luz e cor

Adega de Acaso(s)

Arco sem flecha, seta sem cupido

Al. Cool de manhã ao por do sol

O mundo inteiro é uma tasca 


BEBEum copo 

de SOL

Publicado em vida

no PÉ da leTRA

Tirar o que quer que seja pode duma forma generalizada e lido ao pé da letra não ser bom, mas o que antes me dava prazer agora tiro em dobro, tudo isso no pé da letra. 


O prazer de ver(ter) um sorriso, de al(cancar) o abraço e esculpir na ne(bli)na as gragalhadas que ficam soltas no vento, que passa a trote no pé da letra sel(vagem)